segunda-feira, 10 de maio de 2010

As 20 Coisas que eu Adoro


Viver é uma delícia!!! E tem coisa melhor do que fazer aquilo que se gosta? Nossos gostos refletem nossa individualidade, a maneira como vemos e interagimos no mundo. E isso também pode ser rotulado, não é mesmo? Dependendo de como nos vestimos, os lugares que frequentamos, o que gostamos de comer, de ouvir, de ler pode ser interpretado como: "fulana é patricinha, é bicho grilo, é periguete", e por aí vai...Mas ninguém deixa de vestir, fazer ou comer o que gosta só para agradar aos outros, certo? Nem tanto...Alguns têm tanta ânsia de se sentirem "aprovados" que abrem mão justamente da sua individualidade...E aí acho que fica chato, viver vira burocracia e aquilo que poderia nos proporcionar prazer se torna uma sequência de "obrigações" e nos tornamos uma cópia de nós mesmos... Retocada pelo photoshop... Isso funciona nas revistas (e eu, como atriz, sei bem...rs) mas temos que tomar todo o cuidado prá não levarmos isso para a vida real e não nos perdermos da nossa essência, daquilo que torna as nossas vidas mais felizes. Por isso eu fiz uma listinha daquelas coisinhas que alegram o meu dia. E sem medo de rótulos, porque esses eu conheço bem...São pequenas coisas que eu adoro e, o mais importante: isso é um pouco do que eu sou!

1) Estar com as pessoas que eu amo
2) Gentileza
3) Ser convidada para "aquela" festa
4) Me montar todinha com make up, cabelo, e um super figurinho
5) Perfume SEMPRE (um floral para o dia, um amadeirado para "aquela" festa e meu Nina Ricci para dormir)
6) Champagne (Veuve Clicquot Rosée)
7) Doces
8) Flores (isso realmente faz uma mulher feliz!)
9) Betty Boop
10) Viajar
11) Elvis Presley
12) Edith Piaf
13) Roupas e acessórios "vintage"
14) Tomar banho de cachoeira
15) Beijar alguém que eu tenho vontade há muuuuito tempo!!!
16) Assistir "E o Vento Levou" 1000 vezes
17) Paris
18) Ser atriz (uma profissão apaixonante e, ao mesmo tempo, dolorosa...Mas SEMPRE vale a pena...)
19) O blog de cinema que tenho com a minha turma (ainda tá no comecinho, dá um trabalhão pois estamos aprendendo "na marra": http://cinemagaragem.blogspot.com/
20) Escrever peças de teatro, roteiros e essas coisinhas sobre mim...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Aprendizado

Estou aqui de novo pensando e avaliando minha história nos últimos dez anos...Cresci (ok, fiquei um pouco mais altinha, rs) cercada de cuidado e proteção em uma família "normal" (e não estou me referindo somente à estatura), uma família com pai, mãe, irmã e a avózinha doce que visitava a gente sempre e fazia meu mundo mais feliz! Na escola era a "baixinha invocada" que liderava a tchurma e fazia muita arte (o que levava a pobre da minha mãe frequentemente à sala da coordenação). Na infância tudo era mais leve e a questão da estatura não tinha esse peso todo porque sempre aprendi a não limitar minha vida pelo meu tamanho. Era uma família de cinco pessoas (basicamente, porque os outros eram os "parentes distantes" e, muitas vezes, problemáticos demais prá se conviver com eles), cheia de afeto, aconchegante e, claro, com todas as brigas, confusões
e arroubos passionais como em qualquer família de classe média no Brasil. Mas isso foi há dez anos quando eu era ainda uma garota cercada de redes de proteção por todos os lados e sem saber, sequer, pagar a conta da luz. Minha avozinha já tinha nos deixado há um tempo e, então meu pai jovem, esportista e absolutamente saudável foi levado por um aneurisma na aorta coronária assim, de repente, no dia 4 de maio de 2000. Minha mãe estava doente (diagnosticada com leucemia mielóide crônica em fevereiro) e seu quadro evoluiu para uma leucemia mielóide aguda que a levou onze meses depois de meu pai. E foi a partir daí que precisei deixar de ser uma garota e me tornar uma mulher. E não foi uma opção que eu fiz, não...Foi a falta de opção...Tive que "crescer" para sobreviver e decidi que não deixaria que mais ninguém fosse responsável pelo meu destino e me protegesse dos sofrimentos e da vida: ou eu tomava "as rédeas" da minha vida ou...não tinha mais ninguém para fazer isso por mim...Então aprendi a dirigir, me mudei para o Rio de Janeiro para batalhar DE VERDADE a carreira de atriz, terminei meu curso de inglês e "meti as caras" na vida! E não me arrependo! Pago um preço (como todo mundo paga) pelas minhas escolhas, sejam elas acertadas ou não. Mas quem paga sou eu e as escolhas são minhas...E isso me faz compreender que,realmente, eu sou maior do que meus poucos 1,36m...