Cabelos compridos...Sinônimo de beleza? Sensualidade? Levei alguns anos para cultivar essas madeixas e agora, por motivo de trabalho, sou uma pequenininha de cabelos curtinhos... Sabe q eu gostei!!
sábado, 22 de outubro de 2011
sexta-feira, 11 de junho de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
As 20 Coisas que eu Adoro
Viver é uma delícia!!! E tem coisa melhor do que fazer aquilo que se gosta? Nossos gostos refletem nossa individualidade, a maneira como vemos e interagimos no mundo. E isso também pode ser rotulado, não é mesmo? Dependendo de como nos vestimos, os lugares que frequentamos, o que gostamos de comer, de ouvir, de ler pode ser interpretado como: "fulana é patricinha, é bicho grilo, é periguete", e por aí vai...Mas ninguém deixa de vestir, fazer ou comer o que gosta só para agradar aos outros, certo? Nem tanto...Alguns têm tanta ânsia de se sentirem "aprovados" que abrem mão justamente da sua individualidade...E aí acho que fica chato, viver vira burocracia e aquilo que poderia nos proporcionar prazer se torna uma sequência de "obrigações" e nos tornamos uma cópia de nós mesmos... Retocada pelo photoshop... Isso funciona nas revistas (e eu, como atriz, sei bem...rs) mas temos que tomar todo o cuidado prá não levarmos isso para a vida real e não nos perdermos da nossa essência, daquilo que torna as nossas vidas mais felizes. Por isso eu fiz uma listinha daquelas coisinhas que alegram o meu dia. E sem medo de rótulos, porque esses eu conheço bem...São pequenas coisas que eu adoro e, o mais importante: isso é um pouco do que eu sou!
1) Estar com as pessoas que eu amo
2) Gentileza
3) Ser convidada para "aquela" festa
4) Me montar todinha com make up, cabelo, e um super figurinho
5) Perfume SEMPRE (um floral para o dia, um amadeirado para "aquela" festa e meu Nina Ricci para dormir)
6) Champagne (Veuve Clicquot Rosée)
7) Doces
8) Flores (isso realmente faz uma mulher feliz!)
9) Betty Boop
10) Viajar
11) Elvis Presley
12) Edith Piaf
13) Roupas e acessórios "vintage"
14) Tomar banho de cachoeira
15) Beijar alguém que eu tenho vontade há muuuuito tempo!!!
16) Assistir "E o Vento Levou" 1000 vezes
17) Paris
18) Ser atriz (uma profissão apaixonante e, ao mesmo tempo, dolorosa...Mas SEMPRE vale a pena...)
19) O blog de cinema que tenho com a minha turma (ainda tá no comecinho, dá um trabalhão pois estamos aprendendo "na marra": http://cinemagaragem.blogspot.com/
20) Escrever peças de teatro, roteiros e essas coisinhas sobre mim...
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Aprendizado
Estou aqui de novo pensando e avaliando minha história nos últimos dez anos...Cresci (ok, fiquei um pouco mais altinha, rs) cercada de cuidado e proteção em uma família "normal" (e não estou me referindo somente à estatura), uma família com pai, mãe, irmã e a avózinha doce que visitava a gente sempre e fazia meu mundo mais feliz! Na escola era a "baixinha invocada" que liderava a tchurma e fazia muita arte (o que levava a pobre da minha mãe frequentemente à sala da coordenação). Na infância tudo era mais leve e a questão da estatura não tinha esse peso todo porque sempre aprendi a não limitar minha vida pelo meu tamanho. Era uma família de cinco pessoas (basicamente, porque os outros eram os "parentes distantes" e, muitas vezes, problemáticos demais prá se conviver com eles), cheia de afeto, aconchegante e, claro, com todas as brigas, confusões
e arroubos passionais como em qualquer família de classe média no Brasil. Mas isso foi há dez anos quando eu era ainda uma garota cercada de redes de proteção por todos os lados e sem saber, sequer, pagar a conta da luz. Minha avozinha já tinha nos deixado há um tempo e, então meu pai jovem, esportista e absolutamente saudável foi levado por um aneurisma na aorta coronária assim, de repente, no dia 4 de maio de 2000. Minha mãe estava doente (diagnosticada com leucemia mielóide crônica em fevereiro) e seu quadro evoluiu para uma leucemia mielóide aguda que a levou onze meses depois de meu pai. E foi a partir daí que precisei deixar de ser uma garota e me tornar uma mulher. E não foi uma opção que eu fiz, não...Foi a falta de opção...Tive que "crescer" para sobreviver e decidi que não deixaria que mais ninguém fosse responsável pelo meu destino e me protegesse dos sofrimentos e da vida: ou eu tomava "as rédeas" da minha vida ou...não tinha mais ninguém para fazer isso por mim...Então aprendi a dirigir, me mudei para o Rio de Janeiro para batalhar DE VERDADE a carreira de atriz, terminei meu curso de inglês e "meti as caras" na vida! E não me arrependo! Pago um preço (como todo mundo paga) pelas minhas escolhas, sejam elas acertadas ou não. Mas quem paga sou eu e as escolhas são minhas...E isso me faz compreender que,realmente, eu sou maior do que meus poucos 1,36m...
e arroubos passionais como em qualquer família de classe média no Brasil. Mas isso foi há dez anos quando eu era ainda uma garota cercada de redes de proteção por todos os lados e sem saber, sequer, pagar a conta da luz. Minha avozinha já tinha nos deixado há um tempo e, então meu pai jovem, esportista e absolutamente saudável foi levado por um aneurisma na aorta coronária assim, de repente, no dia 4 de maio de 2000. Minha mãe estava doente (diagnosticada com leucemia mielóide crônica em fevereiro) e seu quadro evoluiu para uma leucemia mielóide aguda que a levou onze meses depois de meu pai. E foi a partir daí que precisei deixar de ser uma garota e me tornar uma mulher. E não foi uma opção que eu fiz, não...Foi a falta de opção...Tive que "crescer" para sobreviver e decidi que não deixaria que mais ninguém fosse responsável pelo meu destino e me protegesse dos sofrimentos e da vida: ou eu tomava "as rédeas" da minha vida ou...não tinha mais ninguém para fazer isso por mim...Então aprendi a dirigir, me mudei para o Rio de Janeiro para batalhar DE VERDADE a carreira de atriz, terminei meu curso de inglês e "meti as caras" na vida! E não me arrependo! Pago um preço (como todo mundo paga) pelas minhas escolhas, sejam elas acertadas ou não. Mas quem paga sou eu e as escolhas são minhas...E isso me faz compreender que,realmente, eu sou maior do que meus poucos 1,36m...
quarta-feira, 17 de março de 2010
Questão de Ponto de Vista
Ser menor do que a média dos adultos já é uma questão que me faz ter que me adaptar a um mundo onde transportes públicoa, caixas de banco, armários planejados e outros tantos detalhes do cotidiano são difíceis de serem alcançados pelas minhas pernocas pequeninas.Vivo na ponta dos pés (porque é assim também que faço para beijar os meus namoradinhos), mas, seja na ponta dos pés, seja com a ajuda de um banquinho, o importante é que eu chego lá e consigo fazer as coisas a que me propus. Mesmo tendo que erguer um pouquinho mais a cabeça no cinema, mesmo caminhando em passos proporcionais ao tamanho de minhas pernas, tudo isto não me faz menor... E é louco como alguns centímetros a menos fazem a incrível mágica de as pessoas enxergarem também alguns pontos a menos no QI,alguns anos a menos na idade mental, menor responsabilidade, menor credibilidade e, consequentemente, menos respeito recebido...E menos beleza porque diminuir o valor do outro como ser humano, torna impossível enxergar suas qualidades e admirá-lo por dentro (com todas as coisas bacanas que um ser humano tem a oferecer) e por fora (porque é complicado enxergar beleza no que é diferente e não há parâmetro para encaixar o diferente no senso comum). Questão de Ponto de Vista, né! Lidar com as pequenas adaptações do dia-a-dia é fácil de resolver: ok, nada que um banquinho e um pouco de alongamento não resolvam. Lidar com as perspectivas e "pré conceitos" do outro e interagir, se posicionar diante do rótulo insistente do "menos", aí sim, é o verdadeiro desafio porque não se pode mudar a cabeça de alguém, tenho que mudar a maneira de lidar com estes estigmas. Modificar minha postura diante do preconceito, assumir, sim, minhas virtudes, meu direito de ser bela com as minhas características, meu direito de ser ouvida, respeitada, "considerada" como pessoa, esse é o Ponto! Quem tiver olhos para ver...que veja...
quarta-feira, 3 de março de 2010
Em Suspensão
Bom...Tem dias em que a gente se pega pensando que a vida está em estado de suspensão. É como se um único fato paralisasse todas as minhas ações. Um gesso na perna pode alterar um pouco a minha rotina? Pode! E isso causa certa irritação...Pequenas ações do dia-a-dia ficam mais complexas de serem executadas tais como: subir em um banquinho para pegar um biscoito no armário (porque um banquinho é essencial na vida de gente pequenininha assim como eu), tomar um banho (sempre leva um tempo maior porque tenho que ficar sentada com a perna prá fora para não molhar o gesso). E essas pequenas coisas geram a tal irritação que me paralisa para fazer aquelas outras coisas que não dependem de maneira nenhuma de ter ou não um gesso na perna. Tenho que escrever um texto de apresentação para um curta-metragem, tenho que refazer uma planilha de custos de uma peça, tenho que ligar na administração do meu condomínio para chamar o bombeiro para consertar a descarga do vaso sanitário, tenho que fazer uma escova no cabelo...Ufaaaa!!! Estou protelando demais para fazer essas coisas...Não entendo o porquê desta apatia...Porque parece que a minha vida está em suspensão e que o texto, a planilha, o telefonema para a adminstração do condomínio e até a escova terão que esperar até eu tirar esse gesso do pé...Mas já estou fazendo um movimento (uma luta contra esta apatia que me paralisa) e, pelo menos o texto e a escova já consegui fazer...E quero ainda terminar o restante porque, quando eu tirar o gesso da perna, a minha vida não vai recomeçar, a minha vida vai continuar e ainda terão muitas outras coisas prá resolver pela frente...
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Desabafo de uma atriz
Bem...Agora vamos falar de trabalho. Sou atriz, estudei, já tenho uma estrada e ainda estou aí batalhando para chegar lá...E quando eu me refiro a chegar lá é sem hipocrisia nenhuma, porque é da natureza do ator querer o reconhecimento, ser admirado, ter sucesso na carreira, sim e (alguns podem considerar uma heresia)QUERER GANHAR DINHEIRO ATUANDO. Porque é complicada esta questão de vivermos no limbo entre o teatro profissional e o amador. Temos regras, disciplina e um trabalho profissional, mas como explicar a ausência de um piso salarial prá atores de teatro? Trabalhar por amor à arte é lindo, romântico e é importante mesmo gostar do que se faz...Mas trabalhar por amor e ter a dignidade de ser um profissional remunerado faz toda a diferença...Sou produtora também e sei que é quase tirar leite de pedra conseguir um patrocínio para uma montagem e ainda administrar o pouco recurso que chega...Mas se o camareiro não recebe, não trabalha. Se o cenógrafo não recebe, não trabalha. Mas o ator sempre trabalha, e nem sempre recebe e estes profissionais estão envolvidos no mesmo projeto. Sei que a questão é complexa e vem da de um problema estrutural que é o pouco incentivo que o empresariado recebe para investir em teatro. Já temos algumas leis, alguns projetos e vejo surgirem montagens que já oferecem esta infraestrutura ao ator. Mas ainda não é o suficiente. São muitas idéias e pouco investimento ainda. E o ator continua neste limbo porque PRECISA exercer a sua arte. Continuo, sim, amando o que faço e lutando pelo direito de receber pelo meu trabalho. Pode ser difícil e muitas vezes soar antipático dizer não. Mas é preciso e sei que, um dia, a gente chega lá...
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